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Selvagens À Procura De Lei lançam o álbum Pivete com manifesto conceitual e celebração do rock nordestino

  • Foto do escritor: Maria Correia
    Maria Correia
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Crédito: Igor de Melo

Registrando a trajetória do nascimento ao fim de um personagem marginal, o grupo cearense entrega seu projeto mais ambicioso, livre e visceral

Centralizado na jornada completa da vida de um personagem marginal urbano, Pivete, novo álbum da banda Selvagens à Procura de Lei, chega a todas as plataformas de streaming como uma obra conceitual. Para dar vida a esse denso universo, o grupo cearense costurou um repertório rico amarrado por participações especiais de peso como o pensador e imortal da ABL Ailton Krenak, o ativista Leo Suricate, o ator Silvero Pereira, o comediante Moisés Loureiro, o músico Tatá Aeroplano e a lenda da música brasileira Arnaldo Baptista.


"O disco tem uma linha narrativa sobre um personagem marginal: o seu nascer, viver e morrer. É livre, espontâneo e analógico. Vamos contra as ideias estabelecidas: se a música pede mais de 3 minutos ou se o projeto precisa de 20 faixas, nós fazemos. É pelo desafio de criar algo com as próprias mãos", explica o guitarrista e vocalista Aragão. A banda também é formada por Matheus Brasil (bateria), Jonas Rio (baixo) e Plínio Câmara (guitarra).


Pivete está disponível em todas as plataformas de música digital.



A experiência imersiva do álbum começa em “Lido Brabo”, onde o som do mar e sintetizadores convocam o ouvinte para a audição. A sequência ganha força com “Presença”, um rock direto ao ponto, e com a potente “Loka América”, grunge latino-americanoraz autorreferências ao longo do projeto. Na sequência, o indie-stoner “Quem Eles São?” traz quebras de ritmo feitas para os palcos, abrindo caminho para “Menino De Ouro”, que veste o gingado brasileiro com guitarras carregadas no Fuzz.


A transição da infância para a juventude é marcada pela acidez de “Amanhã Tu É Outro”, vinheta que introduz a faixa-foco “Eu Não Moro Mais Aqui”. Dialogando com Tame Impala e Legião Urbana, o single aborda memória e pertencimento, antecedendo a emocionante faixa-título “Pivete”. O peso da crítica social se consolida em “Guerra”, com a voz marcante de Ailton Krenak, e na crua “Cascadura”, celebrando a casca grossa adquirida nas ruas.


Assista ao lyric video “Revoada”:

Assista ao lyric video “Trem Doido”:


Assista ao clipe de “Dia de Rua”:


Assista ao lyric video “Eu Não Moro Mais Aqui”:


O tom se diversifica com a irreverência de “Manual do Jogo Da Vida”, interlúdio na voz de Moisés Loureiro que antecede “Trem Doido”, gravada com Tatá Aeroplano sobre a busca por controle no caos. A nostalgia do rock anos 2000 aparece em “Revoada”, contrastando refrões pegajosos a guitarras explosivas, abrindo espaço para a atitude irônica de “Você Ama Me Odiar”.


Em “Hey Tatá”, o grupo funde inspirações de Cat Stevens a um indie rock veloz, enquanto “Tipo Mara Hope” traz um dub envolvente narrado por Silvero Pereira. A reta final convoca a mobilização real com “Dia De Rua”, manifesto gravado ao lado de Leo Suricate sobre a indignação cotidiana.


Na sequência, a sonoridade flerta com o "rock charmoso" na experimental “Gira Gira”, antes do caos retornar em “Trem Doido Reprise”, impulsionada pela presença de Arnaldo Baptista. O encerramento grandioso fica por conta de “Cidade Baixa”, faixa stoner com coro de resistência em uníssono: “Nós Estamos Aqui!”.


Acompanhe a Selvagens à Procura de LeI:


Fonte: Build Up Media

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