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Luna Kills faz uma estreia sólida e bem estruturada com “Deathmatch”

  • Foto do escritor: Maicon Leite
    Maicon Leite
  • há 8 minutos
  • 2 min de leitura

A banda finlandesa Luna Kills, formada em 2019, lançou seu primeiro álbum completo, “Deathmatch”, em abril do ano psssado, tendo como frontwoman a excelente vocalista Lotta Ruutiainen, que combina vocais com passagens limpas e uso eficaz de uma técnica muito utilizada em seu meio musical, o fry scream, uma vibração suave e controlada das pregas vocais, para produzir um som áspero e agressivo. Completam a formação Jussi Mikkonen (guitarra), Rasmus Matilainen (baixo) e Sami Salminen (bateria).

 

Além do papel como vocalista, Lotta também cria a arte da capa, o merchandising e grande parte da identidade visual. Esse controle criativo sobre a estética dialoga diretamente com a atmosfera do álbum, que traz fortes influências de trilhas sonoras de games, especialmente em faixas como “sugar rush”, “get mad” e “love u”.

 

O disco foi lançado pelo selo SharpTone Records, com distribuição no Brasil pela Shinigami Records. Com 10 faixas e pouco mais de 30 minutos de duração, “Deathmatch” apresenta um Metal moderno, com muitos elementos eletrônicos e influências perceptíveis de nomes como Linkin Park, Nova Twins e Bring Me The Horizon.

 

Sendo bem sincero, quem me conhece e acompanha meu trabalho sabe que tenho predileção por estilos mais tradicionais, abrindo poucas exceções para bandas com sonoridade mais “moderna”, como o tão falado Lorna Shore e afins. Entretanto, este debut do Luna Kills me fisgou de diversas maneiras.

 

O fato é que “Deathmatch” traz momentos muito interessantes e a voz de Lotta realmente chama a atenção. Ela já citou em entrevistas influências variadas em sua construção vocal, com referências que vão de Kurt Cobain (Nirvana) a Lana Del Rey e Amy Winehouse. Sua formação em jazz é perceptível nas linhas melódicas mais suaves, contrastando com as transições agressivas que aparecem ao longo do álbum. Aliás, quando ela canta de forma suave, é o grande diferencial, e sinceramente preferiria que nos próximos álbuns ela invista mais neste tipo de vocal do que em vocais agressivos.

 

Entre os destaques, a faixa “LEECH”, com boa variação entre partes calmas e mais explosivas. “sugar rush” tem uma pegada rítmica mais pop, mas mantém o peso nos refrãos. “WAVES” introduz camadas de eletrônica e batidas que funcionam bem dentro da proposta sonora. Já “slay ur enemies” se destaca pelo groove e pelo refrão direto, sendo uma das mais eficazes ao vivo devido ao seu ritmo acelerado e batidas eletrônicas.

 

Além da boa recepção na mídia especializada ao redor do mundo, a banda também marcou presença no aplicativo Beatstar, com uma de suas faixas integrando a trilha do jogo, criando vínculo com o público jovem e conectado ao universo digital.


Confira o álbum do Spotify:


Track list do álbum:

1.      love u

2.     LEECH

3.      SADIST

4.     sugar rush

5.      slay ur enemies

6.     hallucinate

7.      WAVES

8.     get mad

9.     burn the world with me

10. fever dream


Para adquirir o álbum:

 

“Deathmatch” é uma estreia bem interessante e que funciona tanto em estúdio quanto no palco. Em ascensão no circuito europeu de médio porte, o Luna Kills demonstra grande potencial para crescimento, tanto em alcance de público quanto em maturidade artística. Vamos aguardar.

 

Assista ao vídeo de “love u”:


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