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Grinder transforma fúria, crítica social e inquietação humana em manifesto sonoro no álbum de estreia “O Ódio Ainda Queima”

  • Foto do escritor: Maria Correia
    Maria Correia
  • 21 de fev.
  • 2 min de leitura
Crédito: Mauro Fy (@maurofyoficial)

O cenário do metal brasileiro ganha um novo e contundente capítulo com o lançamento de O Ódio Ainda Queima, álbum de estreia do Grinder, projeto paulista de thrash metal que surge com força, identidade própria e um discurso direto, visceral e profundamente conectado à realidade contemporânea. O trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais e reúne 14 faixas cantadas integralmente em português, reafirmando a potência expressiva do idioma dentro do metal extremo.

O Grinder nasceu como desdobramento criativo do vocalista Rodrigo ‘Grinder’ Ortiz, da banda Attack Force, de Atibaia (SP). Com as atividades do grupo em pausa por tempo indeterminado, a necessidade de continuar criando e se expressando artisticamente impulsionou a construção de um projeto que mantém a essência do thrash metal, mas amplia suas possibilidades sonoras com elementos do death metal e passagens que dialogam com o heavy metal tradicional.

O Ódio Ainda Queima é um trabalho de identidade forte e caráter profundamente autoral. Todas as letras e arranjos são assinados pelo próprio idealizador do projeto, refletindo inquietações pessoais, observações sociais e reflexões sobre o comportamento humano em suas dimensões mais sombrias e complexas.


Ouça o álbum completo em todas as plataformas digitais ou acesse:

Spotify:



A produção do álbum foi realizada em Atibaia, no estúdio NoQuarto, sob responsabilidade de Karlinhos Velásquez, que também assume guitarras, baixo e backing vocals nas gravações. A bateria ficou a cargo de Edson Ferreira. A arte da capa foi criada por Eliseu Velásquez, que também participa com backing vocals, reforçando o caráter colaborativo e familiar que envolve a construção do disco.

Mais do que uma coleção de músicas, O Ódio Ainda Queima apresenta um retrato crítico e emocional do mundo contemporâneo. As composições transitam entre conflitos individuais e tensões sociais, abordando temas como distorções psicológicas, relações abusivas, luto, desigualdade, violência e polarização ideológica. O álbum também reflete sobre alienação tecnológica, manipulação da informação e os possíveis rumos da humanidade diante de escolhas coletivas cada vez mais complexas. Entre denúncia, introspecção e questionamento existencial, o trabalho constrói uma narrativa intensa que dialoga diretamente com as inquietações do presente.

A identidade musical do trabalho está profundamente conectada à tradição do metal extremo brasileiro, evocando a agressividade sonora e a postura crítica de nomes como Dorsal Atlântica, Korzus, Sepultura e Ratos de Porão, elementos que atravessam o álbum com intensidade e espírito contestador.

Assim, O Ódio Ainda Queima marca a chegada do Grinder ao cenário do metal nacional com uma obra intensa, consciente e artisticamente consistente — um manifesto sonoro poderoso, alinhado às tensões e inquietações do nosso tempo.

GRINDER nas redes: @grinderthrash


Fonte: JZ Press

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