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Com depoimentos de mais de 80 mulheres, exposição Vozes, da artista Ynaê Cortez, entra em cartaz no Rio de Janeiro

  • Foto do escritor: Maria Correia
    Maria Correia
  • 11 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Exposição Vozes. Crédito - Divulgação

Peças sonoras criadas a partir de depoimentos de mais de 80 mulheres de 7 à 70 anos, que relatam o que é uma sociedade machista e como é viver nessa sociedade: essa é a proposta de Vozes, instalação imersiva multimídia criada pela artista Ynaê Cortez com curadoria de   Felipe Amâncio que fica em cartaz de 03 a 29 de outubro de 2025 no Centro de Artes Calouste Gulbenkian ( R. Benedito Hipólito, 125 - Praça XI, Rio de Janeiro - RJ), com entrada gratuita.


Os depoimentos abordam diferentes esferas e camadas sociais que trazem questões ligadas ao ambiente doméstico, vida profissional, educação dos filhos, relacionamento, liberdade de ir e vir, padrões de beleza, violência e sexualidade, entre outros. Para a criação das peças sonora, foram entrevistadas mulheres de diversas classes sociais, orientações sexuais, raças e gerações.


“O processo teve início quando comecei uma pesquisa sobre mulheres na arte, pensando no machismo predominante na história da arte, que é contada a partir das perspectivas de artistas homens”, conta Ynaê. Paralelamente à sua pesquisa, sua dissertação de mestrado contemplou estudos sobre a interseccionalidade no feminismo em várias categorias sociais, incluindo experiências de vida, etnia, classe social e gênero. Foi a partir disso que colheu vários pontos de vista que poderiam acolher ideias diversas sobre como é viver numa sociedade intrinsecamente machista.

A ideia é criar, com essa instalação, uma experiência sonora polifônica composta por cinco peças sonoras de uma hora em looping distribuídas em cinco caixas de som. “Ao entrar na sala, é possível ouvir uma multidão de mulheres falando, mas se você quiser, é possível chegar perto de um dos amplificadores para ouvir um depoimento específico", conta a artista.


Trecho do texto curatorial de Felipe Amancio


testemunha dor

Vozes ecoam na exposição de Ynaê Cortez. A instalação reapresentada pela primeira vez desde sua primeira individual (2019), de certo modo, lida com o assombro dessa mitologia, o infortúnio da repetição. Ao invés de conchas, a artista nos traz modernas caixas de som que reproduzem falas de mulheres, respostas a perguntas não ouvidas, que apenas podem ser inferidas. Nelas escutamos relatos de mulheres de diferentes idades, realidades sociais e trajetórias de vida, a contarem suas experiências na sociedade em que vivem, e como reagem à opressão do machismo. Mais uma vez, repete-se não apenas o depoimento, de caixa para caixa, mas também o mesmo enredo trágico, situações violentas na vida familiar, no trabalho e sociedade, encenado por diferentes personagens.


(...)


Testemunhar para que a dor não sufoque, para pedir ajuda, abrir diálogo. Assim como as conchas podem ecoar um mar nunca visto, as caixas da instalação Vozes trazem aos ouvidos experiências sociais que podem gerar reconhecimento e empatia. Trata-se de uma obra empenhada em não silenciar opressões, mas em acolher e reverberar o que precisa ser mudado.


Ficha Técnica

Artista: Ynaê Cortez

Curadoria: Felipe Amâncio

Identidade Visual: Marcela Klayn e Riian Lima

Tradutora Intérprete de Libras:  Luiza Adorno

Assessoria de imprensa: Pevi 56 - Angelina Colicchio e Diogo Locci


Serviço

Exposição Vozes

Individual Artista Ynaê Cortez

Abertura 03/10/2025

Visitação: 03/10/2025 a 29/10/2025 | Segunda a sábado de 09:00 às 20:30Entrada gratuita

Local: Centro de Artes Calouste Gulbenkian ( R. Benedito Hipólito, 125 - Praça XI, Rio de Janeiro - RJ)


Fonte: Pevi 56

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