Bleed From Within alcança maturidade com “Zenith”
- Maicon Leite

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O sétimo álbum do Bleed From Within, “Zenith”, não precisa de grandes introduções: basta apertar o play e encarar a avalanche. Lançado pela Nuclear Blast Records com distribuição no Brasil pela Shinigami Records, o disco representa uma síntese bastante orgânica do que o grupo escocês tem desenvolvido nos últimos anos — um equilíbrio entre o Metal moderno e um olhar mais técnico sobre as composições.
Desde os tempos de Deathcore visceral em “Humanity” (2009), o Bleed From Within percorreu um caminho de refinamento constante. Em “Zenith”, a banda fecha esse ciclo de amadurecimento com controle absoluto de sua sonoridade.
A abertura com "Violent Nature" traz riffs que oscilam entre o groove cadenciado e o ataque direto, com linhas de bateria trabalhadas e vocais rasgados em contraste com passagens limpas. Em faixas como "In Place of Your Halo" a banda incorpora gaitas de fole escocesas em meio a riffs pesados e intrincados, enquanto em "Immortal Desire" há a participação de Brann Dailor (Mastodon), mostrando uma preocupação evidente em fugir do lugar-comum sem transformar o disco numa colcha de retalhos. A música aposta num clima mais melódico em comparação às demais, adicionando ainda cantos operísticos em seus arranjos. Já em "Hands of Sin", com Josh Middleton (Sylosis), o foco é a técnica e brutalidade alinhadas, mas com boas doses de melodia.
Musicalmente, o álbum foca no Metalcore, mas mantém mostra vínculos com a escola sueca do Death melódico e pitadas de Djent nos timbres. Em "Edge of Infinity", que fecha o trabalho, a banda mostra o momento mais atmosférico do trabalho. O início acústico da música funciona muito bem, com belos arranjos de guitarra.
Confira o álbum do Spotify:
Track list do álbum:
1. Violent Nature
2. In Place of Your Halo
3. Zenith
4. God Complex
5. A Hope in Hell
6. Dying Sun
7. Immortal Desire (com Brann Dailor)
8. Chained to Hate
9. Known by No Name
10. Hands of Sin (com Josh Middleton)
11. Edge of Infinity
Ao final, “Zenith” soa como um álbum de banda madura, com doses maciças de agressividade, mas também apresentando outros elementos que enriquecem o álbum. Para os fãs, um prato cheio.
Assista ao vídeo de “God Complex”:





